Entenda a Agenda 01-04-15




Março

Ø 20-03-15 Vigília pelo encontro com Deus- Ibav Itanhaém.

Ø Durante o jejum todas as células serão um evento ponte.

Ø 21-03-15 Evangelismo de Rua- Com os Jovens e as famílias.

Ø 21-03-15 Inicio do jejum do encontro.

Ø 21-03-15 Culto especial com o Pastor Leonardo de Itanhaém.

Ø 27-03-15 Vigília pelo encontro com Deus- Ibav Praia Grande.





Abril

Ø 03-04-15 Vigília pelo encontro com Deus- Ibav Mongaguá.

Ø 11-04-15 Encontro com Deus 
      (Ibav- Praia Grande, Mongaguá e Itanhaém).

Ø 17a19-04-15 - Encontro de Santidade para mulheres em R. Pires R$70,00



O discipulado de um ministro - 01-04-15



A Palavra de Deus declara enfaticamente que há somente um mediador entre Deus e os homens (I Tm. 2:5). Todo crente acredita nessa verdade, mas eu convivo com centenas de irmãos que estão esperando que eu seja mediador entre elas e Deus. São pessoas que não conseguem assimilar a visão.

O que isso realmente tem a ver com a visão? É muito simples. Nós declaramos que cada crente é um ministro ou sacerdote, isso significa que ele não precisa de ninguém para ser o seu mediador diante de Deus.

Não estou dizendo que nós não precisamos uns dos outros ou do conselho de irmãos mais velhos, mas é pecado procurar alguém para ajudá-lo antes de buscar a Deus. Você espera que alguém resolva o seu problema, mas você não levou esse problema em oração ao Senhor. Isso significa que você confia mais no homem do que em Deus, ou pelo menos acredita que ele está mais perto de Deus e por isso mesmo pode ser o seu mediador.

Alguns esperam que eu lhes diga qual é a vontade de Deus para a vida deles, outros esperam que eu explique o significado de coisas que têm acontecido com eles, ainda outros esperam que lhes revele os mistérios que eles não entendem. Agora eu gosto de abençoar as pessoas e, obviamente, eu faço o meu melhor para ajudá-los. Mas esse tipo de questão deve ser levada diante de Deus e não diante de homens.

Sendo cada crente um ministro, o nosso trabalho como líderes é equipá-las para que sejam capazes de falar com Deus e receber dele direção sobre essas dúvidas e problemas.

O papel de um pastor não é ser a voz de Deus, mas é ajudar as pessoas a se conectarem com Deus - para que eles possam ouvir a voz do Senhor por eles mesmos. É evidente que Deus fala conosco através de nossos irmãos, inclusive do pastor, mas precisamos ter cuidado para não transformá-los em voz de Deus.

Quando você enfrenta uma situação difícil, para quem você liga primeiro? Para o seu pastor ou para Deus? 

Quando você não entende um versículo da Bíblia para quem você se volta? Para o seu pastor ou a Deus? 

Não entenda errado. Nós precisamos uns dos outros e Deus certamente usa nossos irmãos para falar conosco. O que estou tentando lhe dizer é que infelizmente a mentalidade de muitos crentes é a de um mediador.

Há um oráculo que falará para você tudo o que Deus quer lhe dizer. Isso talvez fosse verdade no Velho Testamento, mas já não é mais assim. Nesses dias do Novo Testamento cada crente foi feito um sacerdote e cada um pode ouvir de Deus individualmente sem nenhum mediador que não seja Cristo Jesus.

Não faça do seu pastor, discipulador ou líder uma muleta do seu relacionamento com Deus. Tudo bem ter uma muleta momentaneamente enquanto não podemos andar, mas devemos ser capazes cada vez mais de andar sem muletas na medida em que crescemos.

Se não compreendermos claramente a visão transformaremos o discipulado numa distorção do cristianismo. Muitos discipuladores estão inadvertidamente se transformando em mediadores entre Deus e seus discípulos.

O centro do discipulado

A ilustração dos corações cocêntricos pode ser útil para compreendermos a prioridade de Deus.

Essa ilustração nos mostra o nível de cada um no entendimento do propósito eterno de Deus. Alguns estão no nível mais básico de compreensão do Reino de Deus. Nesse nível estão aquelas pessoas que querem fazer coisas para Deus. Não se preocupam muito com o desejo do coração de Deus, só desejam realizar coisas boas, relevantes e úteis para os necessitados.

No segundo nível estão aqueles que entenderam que há algo mais central no coração de Deus: a Igreja. Essas pessoas se reúnem nas chamadas missões para-eclesiásticas. Elas compreendem que o que importa é pregar o Evangelho, mas não percebem que pregar o Evangelho não é tudo, é preciso edificar as pessoas e essa edificação só é possível no âmbito da igreja local.

No próximo nível em direção ao centro estão aquelas pessoas que compreenderam que a igreja local é algo mais central no coração de Deus. Muitas igrejas avançaram apenas até esse nível. Por isso vivem de grande eventos, programas e celebrações.

Outras porém têm avançado na revelação do coração de Deus e perceberam que uma igreja somente pode ser edificada por meio de grupos menores que temos chamado de células. Hoje nós estamos nesse estágio e já é algum avanço, mas ainda há algo mais central que as células. O estágio seguinte é o discipulado. Na própria célula há um ponto central. A célula não é o ponto final da visão.

Mas se pararmos aqui teremos apenas uma religião organizada. Existe ainda algo que é mais central que todas coisas. O discipulado possui um ponto central e esse ponto é “Cristo dentro de nós”.

O centro do evangelho é Cristo dentro de nós. O alvo de Deus é que cada um de seus filhos seja guiado pelo Espírito que hoje habita dentro do nosso espírito humano regenerado.

O alvo do discipulado, portanto, é levar as pessoas a experimentarem o controle de Cristo em suas vidas por meio do Espírito Santo. Não temos discípulos nossos realmente, não os temos para nós mesmos, mas para levar cada um deles a conhecer a Cristo.

Todos são na verdade discípulos do Senhor. Nosso trabalho como discipuladores é levá-los a aprender a sentir, a ouvir e perceber a voz do Cristo vivo dentro deles. Devemos ensinar o que o Evangelho diz a respeito a Cristo e da vontade dEle se cumprindo em cada um. Temos a obrigação de ser modelos de vida, não para que eles olhem para nós, mas para que vejam a Cristo em nosso viver diário.

Cristo é o centro de tudo, ninguém é dono de ninguém e tão pouco o discipulado é um sistema eclesiástico, mas um relacionamento de vida. Não é questão de morar juntos, nem de ter uma intimidade tal a ponto de andar juntos o dia inteiro. Não é o discipulador que muda a vida do discípulo. Isso é obra do Espírito Santo e da Palavra de Deus operando nele.

Os que buscam muita intimidade supõem de maneira carnal que é a capacidade do homem que nos muda. Então imaginam que se ficarem suficientemente próximos e por tempo suficiente do seu discipulador então eles serão outra pessoa. Mas o que nos transforma é contemplarmos o Senhor, por isso o bom discipulador aponta para Cristo.
O discipulado não é uma mera amizade, mas sim um relacionamento voltado para um propósito, o propósito de ver Cristo sendo formado em uma pessoa para que essa pessoa possa ser enviada e gerar muitos filhos para Deus. Todos devem sempre se lembrar: o centro da nossa obra é o Espírito Santo, que é Cristo em nós. 

Todo crente precisa ter um discipulador. Alguém reconhecido como autoridade para ensiná-lo e conduzi-lo nesse caminho de aprender a ser guiado pelo Espírito para gerar muitos filhos para Deus e assim edificarmos a igreja.

Sem dependência ou manipulação

O discipulado é muito importante, mas ele pode se tornar um problema se não percebemos que existe algo mais central na vida cristã. O ponto central da vida cristã é “Cristo em nós”. Isso significa que o alvo do discipulador é levar ser discípulo a ouvir o Espírito e seguir a sua voz. Não temos discípulos realmente. Os discípulos são de Cristo. Somos como placas sinalizadoras apontando para Cristo.

Quando não entendemos a centralidade de Cristo podemos incorrer em certos desequilíbrios que precisam ser evitados. Podemos cair no buraco da dominação sobre o discípulo e o discípulo, por sua vez, pode cair no erro da superdependência.

Qualquer método de discipulado que induz as pessoas a seguirem um líder e a obedecer a regras e não a Cristo é fundamentalmente maligno! Todo discipulado deve levar as pessoas a serem como Cristo e este deve ser o grande alvo de todo discípulo. E tudo o que tirar Cristo do centro, seja um método bom ou um ótimo sistema de discipulado deve ser completamente removido do nosso meio.

Discipuladores que não compreendem que o centro do discipulado é levar o discípulo a ouvir de Cristo em seu espírito normalmente levam os discípulos a dependerem deles. Eles se colocam como mediadores entre o discípulo e Deus. Infelizmente estão completamente fora da visão, na verdade a estão destruindo.

Quando discipuladores se colocam como mediadores espirituais, os discípulos passar a depender dele em tudo. Os discipuladores passam a ser o seu guia espiritual, decidindo tudo pela pessoa.

Eles decidem se o discípulo deve ou não vender o carro, se viaja ou não, se deve ou não se relacionar com determinada moça ou rapaz! Esse nível de autoridade e de governo dos discipuladores sobre os discípulos produz uma sensação de tranquilidade e passividade naquele que está sendo discipulado. Afinal, ele já não precisa decidir sobre nada e nem mesmo preocupar-se em orar a respeito. Seu discipulador cuida de tudo!

E tem muita gente que gosta disto! Os discípulos sentem-se tranquilos porque já não precisam orar nem buscar a Deus sobre este ou aquele assunto nem correm o risco de tomar decisões erradas. Se alguém errar, será o discipulador. Todavia isto não é discipulado. É manipulação religiosa e não discipulado.

No discipulado verdadeiro ensinamos os discípulos a dependerem de Deus e a buscarem sua vontade. Como agir numa situação onde o discípulo procura orientações? Uma atitude simples é orar junto com o discípulo e levá-lo a tomar uma decisão. O discipulador deve mostrar todas as saídas possíveis e deixar que ele decida. Se como discipuladores não entendemos certos assuntos, devemos recomendá-los a buscar o conselho de outras pessoas naquela área específica.
Em seguida deixe-o decidir. Se decidir correto, amadurecerá no Senhor. Se errar, amadurecerá com mais rapidez ainda! E jamais devemos culpá-lo por um eventual erro, e nem devemos nos culpar também.

O discipulado autoritário ao invés de produzir maturidade, produz imobilidade espiritual. A pessoa cresce numa eterna dependência em tudo, não aprende a depender de Deus e buscar a Cristo nas mínimas coisas. 

Tenha muito cuidado com o assenhoramento sobre a vida do discípulo. A Palavra de Deus diz para “guardarmos o rebanho de Deus que há entre nós, não como constrangidos, mas espontaneamente, como Deus quer...; não como dominadores dos que nos foram confiados, antes tornando-nos modelos do rebanho” (I Pe. 5:2-3).

A primeira coisa que temos que afirmar com muita clareza e convicção é que todo discipulado é primeiramente a Cristo, ou seja, todo discípulo é antes de tudo um discípulo de Cristo. O discípulo deve ser discípulo de Cristo e não de homens!

Há uma tendência muito sutil no trabalho de discipulado de se deixar levar pelo legalismo e pelo controle da vida do discípulo. Discipuladores quando desconhecem as exigências de Jesus, impõe suas próprias exigências. Já ouvi pastores afirmando que as pessoas gostam de ser cobradas, de serem exigidas a vestir e a se comportar desta ou daquela maneira, e que elas gostam de proibições. Alguém já chegou a afirmar que os crentes gostam de pregadores que batem porque passam a ideia de um evangelho mais sério. Mas o que temos visto frequentemente é apenas legalismo religioso.

A autoridade no discipulado

A primeira base de edificação de um discípulo é o reconhecimento do Senhor Jesus como Rei. Conversão significa mudança de governo. A partir de agora a palavra de Deus é a base de nossa vida.

No reino há autoridades delegadas. Se uma pessoa não reconhece autoridade não pode ser edificada, discipulada. A submissão é a condição básica do discipulado. Sem submissão não há formação ou discipulado. 

Mas um risco que muitos compreensivelmente temem é o abuso da autoridade por parte do discipulador. Por isso o próprio discipulador precisa ser discípulo. O princípio básico para ter autoridade é estar debaixo de autoridade.

Cada discipulador precisa entender que ele é servo do discípulo e não o dono. Deve ensinar todo o Conselho de Deus e não os seus gostos e preferências pessoais. Porque não temos discípulos de fato, os discípulos são de Cristo. 

Certos discipuladores presumem que aquilo que pensam deve ser seguido pelo discípulo cegamente. Mas isso é um absurdo. Um discípulo pode discordar e até debater uma ideia com seu discipulador e ainda manter um coração submisso.

A palavra de um discipulador a seu discípulo pode ser de três níveis:

a. A Palavra de Deus

Evidentemente diante da Palavra de Deus a submissão de um discípulo deve ser completa e absoluta. Se um discípulo ignora a palavra de Deus podemos então afirmar que ele é rebelde. Mas quando digo “Palavra de Deus” estou me referindo especificamente a aquilo que está escrito na Bíblia.

Se por exemplo um líder chega a mim e diz: “Pastor, eu gostaria de namorar a Joaninha”. Eu lhe pergunto: “Quem é a Joaninha?”. Ele então me responde que é uma moça que ele conheceu na escola e que ainda não é convertida. Numa situação assim a Palavra de Deus diz claramente que ele deve terminar esse relacionamento simplesmente porque não há comunhão entre luz e trevas e eles estão se constituindo um jugo desigual (II Cor. 6:14-18).

Nesse caso o discipulador pode ser absolutamente diretivo e se o discípulo se recusa a ouvir a Palavra ele pode ser considerado rebelde.

b. O Conselho do discipulador

O segundo nível de palavra é o conselho. Conselhos são palavras baseadas na experiência e no conhecimento do discipulador. Mesmo sendo um conselho bom e sensato, nesse caso a submissão é relativa.

O discipulador tem mais experiência e está apto a dar um conselho. Mas ele não pode obrigar o seu discípulo a seguir cegamente seus conselhos. Nesse caso a submissão ao discipulador é relativa. Por isso o discipulador deve persuadir e convencer seu discípulo a obedecer.

Vamos imaginar o seguinte exemplo. O discípulo chega em mim e diz que gostaria de se casar com a Serafina. A menina é crente fiel, mas tem apenas 16 anos e ele possui só 18. Eu lhe dou então um bom conselho: “é melhor esperar um pouco mais porque vocês dois são muito jovens.” É um bom conselho? Com certeza. Mas é Palavra de Deus? A Bíblia de fato não diz com que idade alguém deve se casar.

Creio que o discípulo deveria ouvir meu conselho, mas e se ele mesmo assim resolver se casar? Devo rejeitá-lo como rebelde? Claro que não. Na verdade eu deveria dizer: “O melhor é que não se case, mas já que vai se casar então vamos trabalhar para dar certo”.

Podemos aconselhá-los sem impor nosso ponto de vista ou nossa autoridade. Mas o problema está exatamente aqui: Por causa da ênfase na autoridade, sempre que aconselhamos, achamos que o nosso conselho tem que ser seguido à risca. Somos os profetas dos últimos dias, que recebemos toda a verdade para conduzir as pessoas na vida cristã. Se não somos obedecidos, nossa tendência é rejeitá-los. É claro que precisamos dar orientações claras aos discípulos. Entre elas a de que devem buscar em Deus a resposta e não em nosso conselho!

Um discípulo, porém, que nunca ouve um conselho do seu discipulador é orgulhoso e auto-suficiente. Apesar de não ser necessariamente rebelde é resistente ao ensino e dificilmente pode ser edificado. O bom discípulo precisa atentar para o conselho do seu discipulador, mas um discipulador não pode obrigar o discípulo a seguir seu conselho.

A opinião do discipulador

O terceiro tipo de palavra do discipulador são as suas opiniões. Opiniões expressam apenas as preferências e gostos pessoais do discipulador. Não é necessário nenhum tipo de submissão às opiniões e gostos pessoais do discipulador.

Vamos supor que o discípulo chegue a diga ao discipulador: “Estou gostando da Cremilda”. O discipulador então rapidamente interfere: “Mas a Cremilda? Ela é muito feia. Você pode conseguir algo melhor”. Nem preciso dizer que essa opinião pode ser solenemente ignorada.
O problema acontece quando o discipulador não compreende esses três níveis de palavra e resolve exortar seu discípulo para que siga todas as suas opiniões humanas. Essa é a causa das distorções e abusos que acontecem em muitas igrejas.

Não temos realmente discípulos. Os discípulos são de Cristo. E os discípulos devem ouvir apenas aquilo que está em harmonia com a Palavra de Deus.


Agenda



 


   




Março

Ø 20-03-15 Vigília pelo encontro com Deus- Ibav Itanhaém.

Ø Durante o jejum todas as células serão um evento ponte.

Ø 21-03-15  Evangelismo de Rua - Com os Jovens e família.

Ø 21-03-15 Inicio do jejum do encontro.

Ø 21-03-15 Culto especial com o Pastor Leonardo de Itanhaém.

Ø 27-03-15 Vigília pelo encontro com Deus- Ibav Praia Grande.




        Abril

  Ø 03-04-15 Vigília pelo encontro com Deus-
                        Ibav Mongaguá.

  Ø 11-04-15 Encontro com Deus
                (Ibav- Praia Grande, Mongaguá e Itanhaém).



MEU LUGAR DE REPOUSO


E João testemunhou, dizendo: Vi o Espírito descer do céu como pomba e pousar sobre Ele. João 1.32
Pousar nesse texto aponta para um lugar de repouso, descanso, paz e alegria. Jesus veio ao mundo com uma missão dupla: salvar todo aquele que estava perdido e cumprir o propósito eterno de Deus.
Qual é o grande sonho de Deus, o grande propósito? Deus quer uma habitação, um lugar para o Seu descanso.

1.     UM DEUS QUE NÃO SE CANSA
A grande questão que devemos fazer é essa: Deus se cansa? Deus precisa de descanso?
A resposta para essa pergunta é clara e absoluta: Deus não se cansa.
Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento. Isaías 40.28
Mas se Deus não se cansa, porque a Palavra afirma que no sétimo dia Ele descansou de Suas obras? Porque descanso na Bíblia tem significado: contentamento, satisfação, alegria, prazer.
O descanso de Deus está ligado ao cumprimento do Seu propósito, da Sua vontade, da Sua justiça. Todas as vezes que alguém responde ao propósito do Senhor e cumpre a Sua vontade, isso gera alegria, contentamento e prazer no Pai.

2.     DESCER E POUSAR
Em Cristo podemos ver isso claramente: o Espírito desceu, mas também repousou em Cristo.
Antes de qualquer coisa precisamos compreender que no Novo Testamento o Espírito Santo HABITA em nós. O Espírito não vem e vai, Ele habita em nós (1Coríntios 6.17). Nada pode nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus.
Uma coisa é sermos salvos e recebermos o Espírito Santo em nós. Outra coisa é nos tornarmos o lugar do Seu prazer. Você pode morar em uma casa e lá ser o lugar do seu prazer, do seu descanso. Todos os dias você sai para trabalhar, para guerrear, conquistar, mas o seu desejo é estar em casa – seu lugar de paz, aceitação, recarga, gozo e alegria.
Mas é possível alguém morar em um lugar que não é assim. O lugar é sujo, bagunçado, sem paz e cheio de confusão.

3.     NÃO ENTRISTEÇA O ESPÍRITO
Deus está nos chamando hoje para sermos um lugar de repouso, de alegria e prazer dEle. Mas precisamos fazer escolhas para isso.
E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção. Efésios 4.30
O que entristece o Espírito? O pecado. Todas as vezes que escolhemos viver uma vida fora da vontade do Senhor e escolhemos atitudes contrárias à santidade entristecemos o Senhor. Esse capítulo de Efésios lista algumas dessas atitudes que entristecem o Espírito: falar mentira (v.25); aquele que furtava não furte mais (v.28); não saia nenhum palavrão da sua boca (v.29); longe de vocês toda amargura, cólera ou gritaria, blasfêmias ou todo tipo de malícias (v.31).

4.     NÃO APAGUE O ESPÍRITO
Uma coisa é entristecer. Outra é apagar o Espírito. Apagamos o Espírito Santo quando desprezamos a Sua vontade para nossas vidas.
Não apagueis o Espírito. 20 Não desprezeis as profecias. 1Tessalonicenses.

Apagamos o Espírito quando desprezamos a Palavra e o propósito de Deus para nossas vidas. Precisamos ter revelação do propósito eterno de Deus. Ore por isso constantemente: “Espírito Santo, abra os meus olhos. Me dê revelação do propósito eterno do Senhor para a minha vida”.
Deus não apenas te salvou para te livrar do inferno. Deus te salvou para cumprir um propósito.
O PROPÓSITO ETERNO TEM A VER COM ESSA QUESTÃO DO LUGAR DE REPOUSO. NA BÍBLIA, ESSE LUGAR É CHAMADO DE IGREJA – A CASA, A HABITAÇÃO DE DEUS.
Isso não tem nada a ver com prédios. Isso tem a ver com o Corpo.
Todas as vezes que Deus libera um dom, dá alguma revelação ou ministra em nossa vida, Ele visa a EDIFICAÇÃO DO CORPO, DA CASA (1Coríntios 12.7, 1Coríntios 14.12, 1Coríntios 14.26).

5.     NÃO BASTA SANTIDADE. PRECISAMOS DE CONSAGRAÇÃO
Deus espera de nós mais do que uma vida de santidade. Deus espera que cada filho seja CONSAGRADO ao Seu propósito.
Há uma completa diferença de impacto e resultados para o Reino entre a vida de um homem que é apenas santo e outro que além de santo é consagrado ao propósito.
Imagine um homem santo. Ele lê e crê na Bíblia. Ele adora todos os dias a Deus em sua casa por 3 horas seguidas. Ele sinceramente ama o Senhor.

Mas por não ser consagrado ao propósito, tudo o que ele tem recebido acabará nele mesmo. O diabo não se importa com um homem assim. Ele não afeta em nada o império das trevas, ele não constitui nenhum tipo de ameaça para o inferno. Sabe por que? Porque o impacto da sua santidade não conquista.
Precisamos hoje entender que o que traz descanso ao Pai é o cumprimento do propósito.

6.     ATITUDE, VISÃO CLARA E DECISÃO
Por esse tempo, dirigiu-se Jesus da Galiléia para o Jordão, a fim de que João o batizasse. 14 Ele, porém, o dissuadia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a mim? 15 Mas Jesus lhe respondeu: Deixa por enquanto, porque, assim, nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o admitiu. 16 Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. 17 E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

ATITUDE – dirigiu-se

DECISÃO – caminhando para a morte (batismo)

VISÃO CLARA – assim nos convém cumprir toda a justiça

JESUS ERA COMPLETAMENTE SANTO E PERFEITO. Mas além disso, Ele foi completamente CONSAGRADO ao propósito. Qual era o propósito? O propósito era MORRER  para que outros pudessem nascer. 
O propósito era entregar a sua vida para que a CASA, A HABITAÇÃO, o LUGAR DE REPOUSO do Pai pudesse ser edificado. Por isso, Ele se tornou o lugar do prazer, do repouso do Senhor.


A estratégia maligna

A estratégia maligna

Nessa nova vida já não há diferença entre grego e judeu, circunciso e incircunciso, bárbaro e cita, escravo e livre, mas Cristo é tudo e está em todos.

Deus tem um desejo no seu coração. Podemos dizer com toda certeza que o desejo de Deus é colocar-se a si mesmo dentro do homem. Deus deseja que Cristo habite dentro de um povo de modo que este povo seja seu próprio corpo vivo, uma extensão de si mesmo. 

O propósito eterno de Deus tem um ponto central. Toda a Bíblia tem um ponto central. E o ponto central em torno do qual giram todas as outras verdades espirituais é este: “ Cristo em nós “. Cristo sendo a nossa vida.

Uma vez que cada crente possui a vida de Deus dentro de si ele está apto para ser um ministro, um sacerdote do Senhor.

Depois da ressurreição e ascensão do Senhor, Deus começou a concretizar o seu  propósito de ter entre os homens uma expressão viva de Cristo. Este é o eterno desejo de Deus que será concretizado nessa época em que vivemos. Se não desviarmos os nossos olhos e não tivermos outras preocupações esta visão da Palavra de Deus ficará clara para nós. A igreja é o mistério de Deus oculto desde a eternidade.

A visão de Deus é maravilhosa, mas logo depois que o Senhor começou o seu projeto, Satanás veio para interferir e tentar impedir os planos de Deus. A história da Igreja na terra já vai para quase dois mil anos e em todo esse tempo Satanás esteve bastante ativo no seu intento destrutivo. Inúmeras vezes e de várias formas ele tem agido contra a Igreja. Há uma maneira bem simples de estudarmos as estratégias do inimigo. Podemos dividi-las em três fases durante a história nesses dois mil anos:

Primeira estratégia - Desviar os olhos do “Cabeça”, Cristo

O centro da vida cristã é o próprio Cristo. Ele deve ser o nosso deleite, o centro e a realidade. A vida de Cristo deve ser cada vez mais superabundante em nós e por meio de nós. O seu propósito só pode ser alcançado se os nossos olhos estiverem focalizados em Cristo, desfrutando dele, deleitando nele e alimentando dele. Mas Satanás suscitou muitos substitutos sutis, muitas imitações inteligentes.

Desde os dias de Paulo podemos ver a ação do Diabo nessa direção. Paulo escreveu aos colossenses para tirar um substituto de Cristo que surgira deles: a filosofia. A filosofia humana havia sido introduzida para desviar os olhos de Jesus. Por isso Paulo escreveu dizendo-lhes que Cristo precisa ser tudo em todos (Cl.3:11). Paulo os advertiu que ninguém os enredasse com filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo. (Cl.2:8)

Na carta aos hebreus podemos ver que inimigo tentou usar a própria religião judaica para desviar olhos de Cristo. O Escritor aos hebreus procurou mostrar que Cristo está acima de todas as coisas e é melhor do que todas as coisas do Velho Testamento.

O livro de gálatas foi escrito para expor outro dos substitutos lançado pelo inimigo. A lei foi dada por Deus e era absolutamente santa, boa e justa mesmo do ponto de vista de Deus. Mas até mesmo isso foi usado pelo inimigo para desviar a atenção de Cristo.
Desta forma vemos que a filosofia, a religião e a lei são todas usadas para desviar o povo do próprio Cristo e desviar os seus olhos do centro.

Até mesmo os dons espirituais foram usados pelo inimigo tentando tirar a atenção de Cristo. Na carta de primeiro aos Coríntios, Paulo procura mostrar o caminho sobremodo excelente que é o próprio Cristo.

Hoje em dia isto ainda é muito comum. Deus me livre de dizer que os dons são coisas do passado ou que não vêm de Deus, mas devemos entender que os dons são instrumentos e não o centro do propósito de Deus. Muitos há que se envaidecem porque possuem um determinado dom e há outros que vivem numa disputa para ver quem tem mais dons. Tudo isso tem aparência de piedade, mas por detrás é obra maligna.

Se olharmos a história da Igreja depois do segundo século até os dias de hoje veremos ainda muitos outros substitutos. Um que tem sido muito usado é o ritualismo e a liturgia. Há aqueles que são rígidos, frios e que não permitem que Cristo se manifeste na reunião. Se o Espírito Santo na verdade se manifestasse em uma reunião assim não seria bem recebido. Colocaram a liturgia como dogma e vivem em função dela. 

Por outro lado há aqueles que repudiando esta atitude caem no oposto sem perceberem que também estão desviando os olhos do povo para fora de Cristo. São aqueles que colocam atrativos humanos nas reuniões. Quando o Senhor não está presente é certo que precisarão de outra coisa para substituí-lo. Surgem então os artistas da música com lindas vozes e belos instrumentos, verdadeiras bandas e orquestras que entusiasmam o povo e os atraem para o culto. 

Há ainda os artistas do púlpito que com suas mensagens engraçadas e divertidas atraem a muitos. Muitos não satisfeitos com isso ainda fazem produções teatrais, verdadeiros “shows” para agradar a congregação. Não somos contra nenhuma forma de  expressão, mas devemos ser bastante criteriosos e observamos se Cristo está sendo o centro de tal expressão litúrgica. Devemos voltar os nossos olhos para Jesus.

Muitas vezes até os próprios irmãos se tornam substitutos e ainda por vezes a própria teologia desvia o nosso olhar do centro quando se perde em discussões sobre pontos que reconhecidamente são secundários no espaço da vontade eterna de Deus. Devemos ser cuidadosos e vigilantes para não desviarmos os olhos do Senhor.

Mas nos deparamos com a pergunta, como corrigirmos este sério problema? Devemos evidentemente nos voltar para Jesus, mas a melhor estratégia para isso são as reuniões menores, as células. Vejamos alguns motivos:

a) Dificilmente na célula haverá oportunidade para discussões filosóficas, teológicas e coisas assim. Quando nos reunimos é para desfrutar do Senhor e edificarmos uns aos outros pela palavra e pelo Espírito.

b) Em uma célula não há liturgia nem formalismo religioso, pois tudo é feito espontaneamente. Também não há os atrativos das grandes reuniões como bandas de música, os “grandes pregadores“, os belos números especiais e assim por diante. Quem vai a uma reunião da célula está indo por causa de Jesus, pois não haverá outro atrativo que não seja Ele.

c) Nas células não há espaço para “shows“ de qualquer espécie que desviam a atenção do centro.

d) Nas células não há espaço para o ativismo religioso. Há muitos que pensam que o mais importe é construir prédios e cuidar de coisas materiais da obra de Deus. Isto também se constitui em um grande substituto para Cristo. É como aquela pessoa que está entediada e procura preencher seu tempo fazendo mil coisas. Nas células não se constrói nada e nem há patrimônio para ser preservado. Toda a atenção é voltada exclusivamente para Jesus e sua igreja.

A primeira grande estratégia do inimigo foi desviar os olhos do Cabeça do corpo e mostramos como as células são um instrumento divino para destruir esta estratégia.

Segunda estratégia - Tirar as funções dos membros do corpo

A partir do quarto século o inimigo criou o sistema de clérigos e leigos. Isto aconteceu logo depois que a igreja tornou-se a religião oficial do império romano. Depois de procurar de todas as formas desviar os olhos da cabeça e se possível deixar o corpo sem cabeça, que fez inimigo? Inventou um sistema de clérigos e leigos. Qual foi a sua intenção em fazer isso? Foi a de matar todas as funções dos membros do corpo. Originalmente todos os membros funcionavam adequadamente, mas gradualmente as funções foram sendo passadas para um pequeno número de cristãos. Desde que a maioria foi posta de lado o corpo ficou inutilizado, paralisado.

Observe bem a maneira como o inimigo agiu: primeiro tirou a cabeça do corpo, agora tirou as funções dos membros do corpo. Ele anestesiou o corpo. Devemos nos levantar contra esta estratégia maligna. Na igreja do Senhor todos são sacerdotes, todos ministram diante do altar, todos conhecem a Deus e todos tem acesso ao Santo dos Santos. Não há privilegiados.

Hoje em dia com tantos reverendos e doutores em divindade o inimigo tem conseguido anestesiar os membros para que não funcionem. Há dois tipos diferentes de funcionamento desta estratégia. O primeiro tipo é quando os clérigos se colocam acima dos leigos afirmando que são eles os que sabem, os que conhecem e portanto são incontestáveis. Chegam mesmo a proibir os membros de pregar, ensinar ou fazer qualquer outra coisa. Hoje em dia, em muitos lugares a única função dos membros é ir ao prédio da igreja e se assentar no banco olhando prá frente para ouvir o reverendo, o pastor. 

Transformamos a vida da Igreja em algo patético. Um certo desenhista plástico foi convidado para pintar um quadro retratando a igreja. No seu quadro ele pintou um monte de nádegas com dois olhos enormes em cima. Isso mostra realmente o retrato da igreja: um monte de nádegas com dois olhos esbugalhados. Os membros da igreja só sabem sentar e olhar pra frente, nada mais.Com as nádegas se assentam, com os olhos veem. São as únicas funções que desempenham.

O segundo tipo de clericalismo é consequência do primeiro. O povo fica tão acostumado a esta situação que ele mesmo contrata um pregador profissional, um funcionário do púlpito e exige que ele faça a obra de Deus enquanto eles apenas dão o dinheiro. No primeiro caso o clero proíbe o povo de falar. No segundo caso o povo não quer falar e obriga um profissional a abrir a boca.

Qual a estratégia devemos usar para combater esse veneno da serpente? Mais uma vez a minha resposta são os grupos menores, as células. Vejamos porquê:

a) Em uma célula todos tem oportunidade de falar e não apenas uns poucos privilegiados.

b) Em uma célula todos evangelizam. Hoje em dia evangelizar se transformou em simplesmente convidar para ir ao culto. Na célula, porém, não se faz apenas um convite para a reunião de domingo, mas se evangeliza lá  fora, onde os pecadores estão.

c) Na célula não existe um profissional à frente formado em alguma faculdade, mas o líder é formado pelo discipulado pessoal. Ainda que haja níveis de autoridade e diferentes funções, não há clérigos e leigos, todos funcionam, todos trabalham.

Terceira estratégia - Dividir o corpo

Veja que o inimigo em primeiro lugar tirou a cabeça do corpo, depois anestesiou os membros  tirou as suas funções, mas agora ele lançou seu último ataque, ele cortou o corpo em pedaços. Dividiu o corpo.

Satanás não ficou satisfeito com apenas os dois primeiros itens. Ele deu um outro passo criando todas as denominações e divisões do corpo de Cristo. Esfacelando o corpo o inimigo procura destruir a expressão de Cristo na Terra. A vida foi substituída, as funções foram anestesiadas e o Corpo foi cortado em pedaços.

Eu calculo que há em Goiânia cerca de 500 mil crentes. Suponha que estes 500 mil cristãos estivessem unidos numa única igreja em Goiânia. Que impacto seria! Se houvesse tal testemunho seria fácil conquistar toda a terra para Cristo. Qual o lugar neste planeta onde se pode dizer que o inimigo não causou todos esses três estragos? A expressão da igreja está realmente arruinada. Mas o Espírito está mudando esse quadro.

Temos visto o lado negro da questão, mas há outro lado que tenho que falar, Deus está se movendo na terra. Deus está restaurando a sua Igreja. Qual o caminho desta restauração? Creio que o caminho de ida deve ser o mesmo caminho de volta.

Em primeiro lugar devemos voltar toda a nossa atenção para Cristo como o centro da nossa vida. Devemos nos levantar contra substitutos e repudiar toda obra meramente humana sem a vida de Cristo como centro. 

Em segundo lugar o sistema de clérigo-leigos deve ser abolido de nosso meio. Todos os membros do corpo devem funcionar adequadamente. Precisamos rejeitar toda forma sutil de clericalismo.

Em terceiro lugar devemos buscar a restauração da Igreja. Devemos ser contra toda divisão humana. Não penso que as denominações vão se unir, mas creio que o povo de Deus que está dentro das denominações vão prevalecer na unidade. O povo de Deus é pela unidade, mas os líderes das instituições humanas querem resistir a Deus.

As celulas podem ser um instrumento de Deus para a restauração da unidade da Igreja. De que forma?

a) As células não são instituições e não tem nome na frente da casa como os templos religiosos.


b) Nas células o preconceito e as divisões são abolidas, pois cristãos de várias denominações que residem em um bairro se sentem livres para participar.